Transtorno Ciclotímico

Características diagnósticas

O Transtorno Ciclotímico tem como característica essencial a cronicidade e a oscilação do humor. Ele envolve vários períodos de sintomas hipomaníacos e períodos de sintomas depressivos distintos entre si.

Os sintomas hipomaníacos têm número, gravidade, abrangência ou duração insuficientes para preencher a todos os critérios de um episódio hipomaníaco. Em paralelo, os sintomas depressivos também apresentam as mesmas incompletudes para preencher todos os critérios de um episódio depressivo maior.

O diagnóstico de transtorno ciclotímico não é feito se o padrão de mudanças do humor é mais bem explicado por transtorno esquizoafetivo, esquizofrenia ou outros t. psicóticos.

Embora alguns indivíduos possam funcionar particularmente bem durante certos períodos de hipomania, ao longo do curso prolongado do transtorno deve ocorrer sofrimento ou prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo em consequência da perturbação do
humor.

O prejuízo pode se desenvolver em decorrência de períodos prolongados de mudanças cíclicas do humor, frequentemente imprevisíveis. Assim, o indivíduo pode ser visto como temperamental, mal-humorado, imprevisível, incoerente ou não confiável.

 

Prevalência e desenvolvimento

A prevalência ao longo da vida do transtorno ciclotímico é de 0,4 a 1%. Já nas clínicas de
transtorno do humor, esse índice pode variar de 3 a 5%.

Considerando a população em geral, o transtorno ciclotímico aparenta ser igualmente comum em ambos os sexos. Porém, em ambientes clínicos, mulheres com o transtorno provavelmente buscam mais o atendimento em comparação aos homens.

O transtorno ciclotímico costuma ter início na adolescência ou no início da vida adulta e é, às vezes, considerado reflexo de uma predisposição do temperamento a outros transtornos apresentados neste capítulo.

Normalmente, tem início insidioso e curso persistente. Há risco de 15 a 50% de um indivíduo com transtorno ciclotímico desenvolver, posteriormente, transtorno bipolar tipo I ou transtorno bipolar tipo II.

Entre crianças com transtorno ciclotímico, a idade média do início dos sintomas é 6,5 anos.

 

Principal referência bibliográfica:

Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM 5
American Psychiatric Association