Trabalho no TUPI FC

Período de recuperação de lesões

Sabe-se que o esporte irá acarretar lesões, é algo inevitável. Principalmente em modalidades intensas e de alto rendimento, como ocorre no futebol profissional.
Assim, o período de recuperação de lesões é um momento de grande vulnerabilidade para o atleta – tanto do ponto de vista físico, como psicológico.

É essencial que todo jogador afastado por lesão seja acompanhado por profissionais que vão além dos cuidados físicos. Ou seja, especialistas da área da saúde mental, como o psiquiatra do esporte.

É extremamente comum vermos atletas que já estão “liberados” do Departamento Médico, mas ainda assim, não conseguem retornar ao seu nível anterior de jogo e performar bem. Geralmente o problema pode estar em um foco mental.

Sentimentos como frustração, medo, ansiedade, falta de confiança, irritabilidade, desânimo e abatimento podem surgir e trazer prejuízos para o jogador. Não só para ele, mas também seus familiares, colegas de trabalho e comissão técnica.

Além do mais, a falta de prospecção futura pode ser o caminho para problemas maiores. Destacamos a depressão e o abuso de substâncias para alívio da dor/melhoria do sono (p. ex., analgésicos opioides, benzodiazepínicos) ou como refúgio (p. ex., álcool e drogas).

Estimular o atleta, ressignificar interpretações, focar no momento presente e criar etapas de ação, são algumas das atribuições de um psiquiatra do esporte.
Abaixo, algumas imagens do trabalho do Dr. Helio Fádel com atletas lesionados (todos autorizaram a exibição das fotos).

DM - Trabalho no TUPI FC

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O atleta Daniel Morais sofreu ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) e passou por procedimento cirúrgico. Trata-se de uma recuperação que requer paciência e muito trabalho envolvendo a fisioterapia. Nas fotos, Helio acompanha a reabilitação do atacante e discute sua evolução com o fisioterapeuta, Juan Mendes.

VT - Trabalho no TUPI FC

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Também com ruptura de LCA, o atacante Vitinho Ruas inicia sua recuperação.

 

Atuação multi e interdisciplinar

Para uma equipe ser bem-sucedida em todos os aspectos, a interação entre os setores e profissionais é mandatória. Trabalhar respeitosamente, de forma coletiva e integrada, significa agregar inúmeros valores. Dentre eles: compartilhar experiências, trocar conhecimentos e somar forças para a evolução profissional e também pessoal.

Sobretudo, visando o crescimento da instituição. Afinal, esse objetivo deve estar sempre acima de qualquer aspiração individual.
Quando atletas e gestores percebem que sua ascensão pessoal está diretamente ligada ao maior “bem comum”, que é a agremiação esportiva, melhores resultados vêm para todos.

Em um universo tão focado no físico, é comum que os aspectos mentais fiquem em segundo plano. Não somente dos atletas, mas também daqueles que os comandam.
De tal forma, a presença de um psiquiatra é muito importante. Pois assegura que todos os membros da agremiação estejam na melhor condição mental para exercerem suas funções.

E, dentro da função de cada profissional, a troca de conhecimentos e discussão em prol dos bons resultados é essencial. Tal prática capacita ainda mais os envolvidos, estimula a autocrítica, e também amplia os horizontes e perspectivas da agremiação como um todo.

 

HIL 2 - Trabalho no TUPI FC

HIL - Trabalho no TUPI FC

Dr. Helio Fádel conversando com o preparador físico, Hilário Júnior, durante treino dos jogadores.

 

Processo humanizado e busca por qualidade de vida

É preciso ter um perfil adequado e linguagem apropriada para lidar com cada profissional do esporte.

Mais do que isso. O psiquiatra envolvido deve ser uma figura agregadora, que compreende cada ser humano na sua essência e completude.

Respeitar a história do atleta e valorizar suas questões fará com que a aceitação do psiquiatra no meio desportivo se dê de forma mais natural.

Outros aspectos incluem ser referência e orientar jovens atletas em formação, bem como assistir jogadores mais experientes no período de transição para fora dos esportes (período que pode ser delicado).

É claro que o âmbito da atuação do psiquiatra busca otimizar a performance (p. ex., por meio das técnicas de preparação mental/treinamento das habilidades mentais) e obter resultados de time campeão.
No entanto, apesar da competitividade do futebol ser muito alta, ela não deve se sobrepor à integridade física e mental dos atletas. Afinal, são seres humanos como quaisquer outros. Os jogadores possuem seus problemas pessoais e são igualmente passíveis de cometer erros.

Assim, o foco no bem-estar, satisfação com o esporte (ganha pão do profissional) e qualidade de vida são tão importantes quanto a melhoria do desempenho e resultados positivos!

 

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Helio Fádel na “resenha” com o atleta Afonso Araujo.

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A presença do psiquiatra na rotina dos treinamentos é fundamental para o sucesso da proposta da psiquiatria do esporte no futebol.

 

Fotos por: Nina Proton

 

Dr. Helio Fádel
Psiquiatra Clínico e do Esporte