Entendendo a terapia

Terapia não se resume a uma sessão. E sim a tudo aquilo que você incorpora após cada encontro ao longo do processo. Portanto, o maior comprometimento é consigo mesmo, não com o seu terapeuta ou com quem te indicou a terapia. 

Não basta fazer por fazer, sem colocar em prática, no dia-a-dia, os aprendizados sedimentados através dela. E ter pressa não é o melhor caminho: terapia é um processo de resultados a longo prazo, nem sempre linear. A sensação de retrocesso, em determinados momentos, também faz parte do tratamento e, por vezes, é um caminho para as futuras mudanças sustentáveis.

O sucesso terapêutico

2019 08 24 Terapia não é ir à sessão - Entendendo a terapiaPara o sucesso terapêutico, é fundamental haver um ótimo vínculo com o terapeuta. Isso inclui uma boa relação de confiança e permissividade por parte de quem busca o apoio.

A terapia, seja com o psicólogo ou psiquiatra, não se trata de ouvir uma opinião técnica sobre aquilo que você deve ou não fazer. Se algo está certo ou errado. Tratam-se de abordagens importantes para o desenvolvimento do controle emocional, fortalecimento do Ego e otimização de mecanismos de enfrentamento.

Por meio dela, o paciente se tornará capaz de enxergar aspectos pessoais com maior clareza e amplitude, melhorando sua forma de lidar com as suas próprias questões. Com isso, passará, inclusive, a tomar decisões mais assertivas.

“Mais importante que a tentativa de impedir eventuais problemas em nossas vidas (muitas vezes somos impotentes para isso), é o desenvolvimento da inteligência emocional e tranquilidade para reagir positivamente frente às adversidades”

Idealizar o terapeuta como uma “figura salvadora” que irá resolver seus problemas pessoais pode ser um erro e cria uma zona de conforto desfavorável.

Da mesma forma, não existem remédios em psiquiatria para tal finalidade resolutiva. Medicamentos não devem ser entendidos como solucionador de problemas ou “pílulas da felicidade”.

O psiquiatra ou psicólogo irá auxiliar no processo de restabelecimento da pessoa. No entanto, as principais mudanças sustentáveis são as que vêm de dentro, e não de fora – impostas ou sugestionáveis por alguém, por exemplo.

Assim, cabe ao próprio paciente entender sua autonomia, assumir o controle de sua vida, elaborar e buscar novas perspectivas.

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