Uso de substâncias e Doping no Esporte

Alguns métodos e substâncias são proibidos na prática desportiva profissional. Atletas que buscam esses recursos acabam detectados no chamado EXAME ANTIDOPING. A lista com as proibições é definida e atualizada anualmente pela WADA (World Anti-doping Agency). Por isso, é sempre muito importante manter-se atualizado e atento para não ser penalizado.

Dentre os métodos proibidos, temos o doping genético, manipulação sanguínea e de seus componentes, além da manipulação química/física sobre o corpo. O uso de qualquer método ou substância ilícita representa risco de doping, assim como para a saúde do atleta. 

Devemos lembrar que essa é uma prática condenável no esporte, pois não atende os princípios do Jogo Limpo (Fair Play). Dessa maneira, infringir a regulamentação pode levar à multa, suspensão ou até mesmo banimento do esporte.

A Psiquiatria do Esporte e os casos de Doping

2 - Uso de substâncias e Doping no EsporteÉ essencial que o esportista tenha consciência e responsabilidade por tudo aquilo que faz com seu corpo. Ou seja, ele responderá pelos seus atos, mesmo se ingerir algum alimento/líquido contaminado sem a intenção de se dopar. Por isso, é imprescindível contar com a ajuda profissional nos casos de dúvida ou necessidade de tratamento médico.

A psiquiatria do esporte deve atuar em prol do atleta, conhecendo as substâncias permitidas e proibidas em cada modalidade. Sempre atuando com ética e visando a saúde integral do indivíduo acima de tudo.

Dessa forma, o trabalho do psiquiatra não se restringe apenas às situações envolvendo substâncias ilícitas, mas também em relação a automedicação. É extremamente comum no ambiente desportivo o uso de medicamentos por conta própria. Entretanto, essa é uma prática que deve ser evitada. Atletas não devem se automedicar, mas serem acompanhados por médicos para lhes supervisionar e orientar. Às vezes, mesmo a ingestão de uma substância aparentemente inocente, consumida para outros fins que não o desempenho, pode tirar o esportista das competições.

“Apoiar e entender o profissional é fundamental”

O trabalho da psiquiatria do esporte inclui formar uma rede de apoio com a própria comissão técnica, DM e familiares, esclarecendo os riscos e malefícios para a saúde e carreira do atleta.

Além disso, esse profissional deve respeitar o sigilo médico e a integridade do esportista. Saber até onde pode ir com as informações obtidas é um ponto crucial do acompanhamento.

Criar uma relação de confiança e compreender o contexto de vida do atleta também é mandatório. Pois isso permitirá entender os motivos que o levaram a utilizar determinada substância/método irregular. Consequentemente, haverá melhor adesão à proposta terapêutica.

Ao contrário do que muitos acreditam, a maioria dos fármacos prescritos pelo psiquiatra NÃO são doping e tampouco irão prejudicar a performance do atleta! Se houver real indicação de tratamento com algum fármaco proibido, deverá ser feita uma solicitação de Autorização de Uso Terapêutico (AUT) e encaminhada à Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD).

Fair play SEMPRE!

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