Apneia e Hipopneia Obstrutivas do Sono

O que é Apneia e Hipopneia Obstrutiva do Sono

A apneia obstrutiva do sono ou SAHOS (Síndrome da Apneia e Hipopneia Obstrutiva do Sono) se caracteriza pela ocorrência de episódios recorrentes de obstrução parcial ou total da musculatura das vias aéreas durante o sono.

A consequência destas obstruções é a redução (hipopneia) ou interrupção completa (apneia) do fluxo de ar apesar da manutenção do esforço inspiratório.

 

Características clínicas

Trata-se de uma doença multifatorial.
Pode ser causada pela interação de fatores anatômicos individuais (tamanho das vias aéreas) com outros fatores, como a hipotonia da musculatura das vias aéreas durante o sono.

É bastante comum que a pessoa portadora de apneia do sono não perceba o problema. Muitos pacientes chegam ao especialista indicados pelo cônjuge ou por pessoas próximas que notam a anormalidade.

 

Alguns sinais e sintomas comuns:

– Ronco (respiração ruidosa durante o sono)
– Sono não reparador (já acorda com a sensação de cansaço ou de que não dormiu suficientemente bem)
– Despertares noturnos frequentes
– Interrupções momentâneas da respiração durante o sono, geralmente presenciadas pelo cônjuge ou outros familiares
– Distúrbios cognitivos (dificuldade de memória, concentração e atenção)
– Irritabilidade
– Fadiga
– Nictúria (desperta várias vezes durante a noite para urinar sem que haja um problema de ordem urológica)
– Cefaleia matinal (já acordam com dor de cabeça)
– Sonolência Diurna Excessiva (sintoma relevante e frequente em pacientes com SAHOS).

 

Diagnóstico e tratamento

O exame de escolha para o diagnóstico da SAHOS é a polissonografia.

O tratamento deve ser planejado conforme as necessidades individuais de cada paciente e de acordo com o grau de apneia. Em geral, devem ser adotadas medidas comportamentais associadas ao uso de dispositivos ou aparelhos.

A função destes aparelhos é otimizar o fluxo do ar pela via aérea. Para tal, empregam-se os dispositivos intra-orais e os aparelhos de pressão positiva para via aérea superior (CPAP e BIPAP).

 

Medidas clínicas e comportamentais

– Suspender o consumo de substâncias. Dentre elas o álcool, cigarro, e o uso de drogas como os benzodiazepínicos, barbitúricos e narcóticos (sempre sob orientação médica). É importante esclarecer que estas substâncias relaxam a musculatura das vias aéreas e pioram a apneia.

– Evitar dormir na posição em que a apneia surja ou piore. Geralmente, a pior posição é a de decúbito dorsal (de barriga para cima).

– Emagrecer. Alguns estudos demonstraram que a perda de peso pode melhorar quadro de apneia e hipopneia.

– Exercícios de fonoterapia para fortalecimento da musculatura da garganta.

 

Dr. Helio Fádel
Psiquiatra Clínico e do Esporte